Clique aqui
Peça-nos um Orçamento

Bem vindo à Koelho 2000

   Área Reservada


Parceiros




Salesianos Manique


Padre Valentini em discurso directo: Quando acabei as obras no Estoril, estava mesmo no último ano, um dia [Janeiro de 1952] estava no meu escritório quando Dona Maria Carolina de Sousa Lara, filha de Dona Ana de Sousa Lara, que tinha sido uma grande benfeitora daquela Escola, me bateu à porta e me convidou a ir dar um passeio: meti-me no seu carro e ela trouxe-me a Manique, que eu nem sabia onde era. Mostrou-me uma quinta enorme, fantástica, muito bem organizada, com uma vacaria, poços e um pomar: ‘Isto agora é tudo seu, faça o que quiser! Se quiser vender esta noite, pode vender!’
 
Logo no dia seguinte fizemos a escritura [no Notário de Cascais] e ainda me ofereceu 5 mil escudos [em moeda actual 25 euros] para as primeiras despesas. Eu pensei logo em utilizar aquela quinta para os teólogos: fiz o desenho, mandei passar a limpo a um desenhador e fui apresentar o projecto à Câmara [Municipal de Cascais]: 'Pode construir à vontade'. E mesmo sem as licenças de Turim, decidimos avançar a obra. Quando acabei, no dia da inauguração, veio o Superior Geral  e houve festa em Lisboa, onde estiveram os reis de Itália e de Espanha, que eram muito meus amigos, e um ministro. No fim do dia apanhei foi um grande raspanete do Superior: ‘Fez tudo sem licença!’
 
E assim foi, de facto: deu-se início às obras do novo edifício em 22 de Setembro de 1952. Em um ano apenas, e por menos de dois mil contos, sem outro tipo de auxílio que a ajuda de benfeitores, tudo ficaria pronto: em 27 de Setembro de 1953 Padre Agenor Pontes, Provincial dos Salesianos, proferia já o discurso inaugural do novo Instituto Salesiano de Manique e, no dia 1 de Outubro de 1953, davam ali entrada os primeiros residentes: 35 estudantes de Filosofia com três clérigos professores e 5 coadjutores; e à noite mais uma leva: chegam de Mogofores 25 noviços.
 
Tempos heróicos, aqueles: “A casa era nova mas despida de quase tudo, ainda das coisas mais elementares. Faltava a luz eléctrica, já pedida para o Seminário e para a aldeia pelo Padre Valentini. Não havia inicialmente sequer candeeiros, apenas velas e gasómetros. A luz das velas e gasómetros dava um ambiente familiar e poético à comunidade. À noite tudo eram sombras à volta do Seminário. Um espectáculo impressionante o silêncio das trevas, recortadas ao longe pela luminosidade da Costa do Sol”, rezam as crónicas da época.
 
Da presença salesiana em Manique, começava a história...
 
A ligação da Koelho2000 com os Salesianos Manique ve inicio em 2009, com a prestação de serviços de engenharia ao nivel da execução de projetos AVAC e apoio na conservação e manutenção das infra estruturas tecnicas.
 
José Coelho
 
 






« Voltar









Subscreva e acompanhe as novidades







Últimas do Blog

. . . . .